A importância de ouvir a voz do coração

Todos os dias de nossas vidas somos afetados por sentimentos e emoções, que podem ser de
raiva, tristeza, prazer, alegria, medo, esperança, desespero… A maioria de nós não aprendeu
o quanto é importante que eles sejam identificados e nomeados, sem bloqueios, para que
sejam resolvidos adequadamente, no momento oportuno.
Muitas vezes, queremos evitar situações-problemas e negamos o que sentimos, passamos por
cima dos nossos sentimentos, nos preocupando apenas em agradar as pessoas de nossa
convivência.
Se não ouvirmos cada emoção e o que ela nos aponta vamos acumulando pequenas
contrariedades e corremos o risco de ter reações exageradas e desproporcionais, agir ou
reagir de maneira torta e inadequada o que nos leva a mal-estar, compulsões, alterações de
humor, choro sem razões aparentes, dor, doenças, que são pedidos de socorro para voltarmos
ao equilíbrio normal.
Para evitarmos essas situações, precisamos ouvir sempre o nosso coração, perceber e
respeitá-lo, por estar conectado com nossa alma. E a nossa alma carece ser nutrida e
alimentada de amor. É buscar amar a si mesmo para poder amar o próximo.
A maneira mais adequada de fazer isso é lidar com os nossos sentimentos, atentos,
definindo-os, identificando-os e expressando-os na hora que vão surgindo. Não dá para
deixar sempre para depois.
Viver o presente é arriscado e preciso. Poucas pessoas conseguem vivê-lo. A maioria gasta
suas energias se arrependendo do passado ou preocupando-se com o futuro. O problema é
tão sério que uma das recomendações básicas de Jesus Cristo para os cristãos foi não se
preocuparem com o futuro, com o dia de amanhã.
Quando pudermos deixar fluir nossos sentimentos bons e maus, refletindo, sabendo lidar
com eles, aceitando nossas condições, sejam elas quais forem então estaremos mais aptos
para nos abrir em intimidade e proximidade fraternais.
Quanto mais conhecermos as nossas emoções, teremos mais possibilidades de controlá-las,
direcioná-las e retardá-las, ficando mais fácil usá-las construtiva e positivamente para o
nosso ajustamento e adaptação.
Há necessidade de exercitarmos o saber para podermos sentir.
Pensar, sentir e agir é o que devemos fazer, assim como é preciso também saber deixar de
sentir.
Somos donos de nossas emoções e sentimentos, precisamos ter o domínio sobre eles.
Que possamos pensar, sentir e agir como Jesus.

Sandra Lúcia Ceccon Perazzo

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